A utopia e a profecia da República de Platão



Pesquisando sobre a "aristocracia" de Platão, cheguei a um site que apresenta um belo resumo da obra "A República".
Lendo-o, me impressionei como a República, apesar de considerada utópica, foi profética.
Recapitulando um pouco a nossa história, e até mesmo fatos bem recentes, podemos julgar Platão como um profeta! :
Leiam e relitam sobre seus conceitos a cerca da democraria e demais formas de governo:

"Livros VIII e IX - Sócrates descreve as transformações que as formas de governo podem sofrer e recapitular as regras do "Estado Comunista", onde os governantes, assim como os soldados e atletas, possuirão tudo em comum (mulheres, filhos, casas e educação).
A forma ideal de governo é a aristocracia (544e), comandada por aqueles que amam o saber, o bem e o justo. Mas, se tudo o que nasce está sujeito à corrupção, nem uma constituição como essa permanecerá para sempre, há de dissolver-se (546a). Através de um complicado cálculo geométrico, Sócrates faz ver que há uma falha eugênica (exemplificada pela mistura indevida de metais) (547a); o amor à justiça é substituído pelo amor ao poder e à riqueza; assim, ocorrerá a Timocracia, “uma forma de governo entre a aristocracia e a oligarquia” (547c). A esta sucede a oligarquia, governo dos que amam o dinheiro (551a). Ao legislar em favor só de uma classe, a dos ricos, esta forma de governo causará a cisão do Estado: “É que um Estado desses não é um só, mas dois... o dos pobres e o dos ricos, que habitam no mesmo lugar e estão sempre a conspirar uns contra os outros” (551 d). Termina o amor à virtude. O Estado entra em luta consigo mesmo: um partido de poucos muito ricos e outro de muitos pobres estarão em guerra, prevalecendo o último: “A democracia surge... quando após a vitória dos pobres, estes matam uns, expulsam outros, e partilham igualmente... o governo e as magistraturas, e esses cargos são, na maior parte, tirados à sorte (557a). Tendo a liberdade por base, na democracia ocorrerá a ausência de qualquer exigência e o desprezo pelos princípios. A democracia conduz à anarquia: “Estas são as vantagens da democracia: uma forma aprazível, anárquica, variegada, e que reparte a sua igualdade do mesmo modo pelo que é igual e pelo que é desigual” (558c). Ao exasperar a liberdade como bem supremo, “eliminam-se até as diferenças impostas pela natureza e, assim, a liberdade em excesso não conduz a mais nada que não seja a escravatura em excesso, quer para o indivíduo, quer para o Estado” (564 a). E dessa forma surge a Tirania: do cúmulo da liberdade surge a mais completa e mais selvagem das escravaturas (564b). Primeiro, instaura-se a anarquia, e dessa situação aproveita-se o tirano que, de pretenso defensor da ordem, transforma-se em lobo, impondo a força sobre todos. É o reino da injustiça."


Fonte: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/a/a_republica

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