Quem é você?

Ontem no curso, a professora iniciou a aula com a seguinte pergunta:
- Quem é você?

A princípio, ela apontou como resposta mais provável o nosso nome. Porém, não apenas o nosso nome, como também outros adjetivos ou papéis que possam ser usados como resposta, são apenas atributos.

Bem, o fato é que a resposta correta, se é que ela existe, é metafísica. Tão complexa como a resposta sobre quem é Deus, por exemplo.

Diante desse profundo questionamento e de alguns pontos levantados pela professora em sala, formulei uma resposta:
- Eu sou aquilo que você acredita que eu sou.

Esse insight emergiu diante de algumas inferências:
1) Se tudo no mundo é relativo, então o que eu sou também é relativo.
2) Se "we are one", então eu sou tudo (conceito de unicidade).
3) Se o ser humano tem o poder de "decidir", então eu sou aquilo que eu decido ser.
4) Se o mundo é percebido através dos sentidos,  então você é aquilo que vc emana.
5) Se as percepções são subjetivas, então você é percebido de N formas.

Enfim, como acredito na lei da impermanência da natureza...


A cada dia Deus recria o universo e reinventa suas criaturas.
Nada é permanente, a não ser a própria impermanência das coisas.
A impermanência é lei divina e é em conseqüência dela que tudo evolui, recriando-se a cada segundo. É, pois, na impermanência das coisas que está o próprio progresso inexorável a que todos estamos sujeitos.
Vemos a impermanência de tudo na própria natureza, quando o colorido da primavera se transforma na luz abrasadora do verão, que fenece na frutificação do outono, que descansa nas sombras frias do inverno e novamente desperta em luz viva na primavera. (http://www.ippb.org.br)

... , eu acho que somos tudo! Apenas, nessa existência material/humana, temos as restrições que a natureza nos impôs. Abaixo dessa restrições, existem as outras que nós mesmos nos submetemos e que vão reduzindo nosso escopo, chegando até mesmo a nos resumir a um "grão de areia".



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