Me vendi!?



Eu me vendi então?! Eu trabalho em uma empresa privada, acordo cedo todo dia, recebo salário todo mês, tenho uma filha, um carro, fiz faculdade... ah! então devido a todos esse atributos, EU ME VENDI AO SISTEMA!?

Fico indignado quando vejo alguém rotulando pessoas apenas pelo que é aparente.

Sou leitor assíduo da Revista Trip, porém faço questão de escrever esse post e expor minha opinião diante de um comentário que vi em uma reportagem. Sei que não é uma visão apenas da Trip, pois é compartilhada por muitos, não foi a primeira e não será a ultima vez que verei algo parecido.

Lendo a reportagem, me senti rotulado com o arquétipo do "homem alienado pelo capitalismo", mas o surfistão da reportagem não, o cara foi corajoso e não se entregou, ele disse não... - Eu não vou me vender ao sistema! Eu vou é pegar onda!

Acho que o que realmente importa é o que a pessoa busca em sua vida, se são realizações materiais ou espirituais. De que adianta ser surfista, vegetariano, viver do esporte,  mas buscar a fama, dinheiro, alimentar o ego, vaidade, não evoluir culturalmente e nem como ser humano?

Se, ao decidir ter um "trabalho convencional" ou empreender algum negócio remete automaticamente a nos vender ao sistema, como que podemos mudar a cultura das atuais empresas? Como podemos demostrar que dinheiro, tecnologia, geração de empregos podem coexistir com meio ambiente, qualidade de vida e desenvolvimento humano?

Padrões, existem vários! O erro é querer se encaixar em um e não tentar encontrar um ideal que dê sentido à vida e que nos realize interiormente. Querer ser o Kally Slater é tão ridiculo como querer ser o Mark Zuckerberg. Agora se você se reconhecer, se aceitar e buscar evoluir e também contribuir com a evolução dos outros, pode bater no peito e falar: EU NÃO ME VENDI!

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